quarta-feira, 5 de agosto de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
"3 Pianos" em Macau
Depois de perder a oportunidade de vê-los em Portugal, recuperei-a aqui, num grande concerto. Deixo uma amostra no "Sonho dos Outros", um dos temas do Sassetti de que mais gosto, aqui tocado a 6 mãos. Outros temas lindos foram a "Menina e o Piano" do Laginha, o tema chinês tocado pelo Burmester e sempre a cumplicidade algo improvável dos 3, afinal tão natural.Bernardo Sassetti, Mário Laginha e Pedro Burmester. Trinta dedos, seis mãos para 3 pianos. Três dos mais conceituados pianistas portugueses. Da música clássica, que formou os três, aos sons mais livres do jazz - que sempre fez parte das carreiras de Laginha e Sassetti - apresentam em palco um acto de partilha, mostrando uma grande cumplicidade e prazer em tocar em conjunto. São estes universos distintos, ainda que com raízes próximas, que se cruzam e enriquecem neste projecto. O resultado desta experiência invulgar, ao invés de realçar as diferenças entre os géneros, procura fundi-los, amalgamá-los, despi-los dos seus sons mais usuais. 3 Pianos é um momento musical sublime, tocado com uma finesse e brio extraordinários.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Música (não-chinesa) nos intervalos: M. Ward
M. Ward: "Chinese Translation"
M. Ward: Página oficial / imeem / Rhapsody
Do mesmo M. Ward, a minha cover preferida de David Bowie (e eu gosto mais de David Bowie quando não é ele a cantar...):
sábado, 25 de abril de 2009
Bocadinhos de texto: porque me olhas assim
Letra e Música: Fausto Bordalo Dias
Porque Me Olhas Assim - Cristina Branco
diz-me agora o teu nome
se já dissemos que sim
pelo olhar que demora
porque me olhas assim
porque me rondas assim
toda a luz da avenida
se desdobra em paixão
magias de druida
p’lo teu toque de mão
soam ventos amenos
p’los mares morenos
do meu coração
espelhando as vitrinas
da cidade sem fim
tu surgiste divina
porque me abeiras assim
porque me tocas assim
e trocámos pendentes
velhas palavras tontas
com sotaques diferentes
nossa prosa está pronta
dobrando esquinas e gretas
p’lo caminho das letras
que tudo o resto não conta
e lá fomos audazes
por passeios tardios
vadiando o asfalto
cruzando outras pontes
de mares que são rios
e num bar fora de horas
se eu chorar perdoa
ó meu bem é que eu canto
por dentro sonhando
que estou em Lisboa
dizes-me então que sou teu
que tu és toda p’ra mim
que me pões no apogeu
porque me abraças assim
porque me beijas assim
por esta noite adiante
se tu me pedes enfim
num céu de anúncios brilhantes
vamos casar em Berlim
à luz vã dos faróis
são de seda os lençóis
porque me amas assim
domingo, 19 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Lamentos de Dhafer Youssef
Afinal estou rendida às boas surpresas da cena cultural de Macau. Ontem vi e ouvi Dhafer Youssef e a sua banda, atraída pelo rótulo de "Jazz eléctrico". Afinal, não há rótulo possível... é mais jazzístico do que esperava, mais electrónico do que podia prever, mais groove e mais lounge, imprevisível e indefinível. Afinal, houve momentos arrepiantes no piano, lamentos árabes no alaúde, desvarios na bateria, a força discreta do estranho e magro contrabaixo, os sons primitivos na voz do próprio Dhafer... foi um grande concerto. Mas eu deixo a crítica para os especialistas, e duas amostras: acima, L'Ange Aveugle acompanhado de fotografias absolutamente fabulosas de Claude Renault; e 27th Century Ethos, um dos temas do mais recente álbum Divine Shadows, ontem apresentado no CCM.
Dhafer Youssef - "Sombras Divinas"
"Justapõe a música antiga, mística e hipnótica do Sufismo com as texturas do jazz eléctrico" - Time Out (RU)
O cantor e músico tunisino Dhafer Youssef é uma das figuras mais apelativas da "World Music", fazendo a ponte entre as tradições musicais arábicas e os novos horizontes da contemporaneidade. Nas suas mãos, as duas culturas fundem-se numa música espiritual e reflectiva, passional e estimulante, que vai certamente arrebatar os ouvintes mais maduros da "World Music".
Estando enraizada na música mística do Sufismo Islâmico, as composições de Dhafer Youssef vão beber a diferentes influências como o jazz, a electrónica, e o rock. Com uma personalidade vocal profundamente tocante, uma atitude séria ao oud (o alaúde árabe), composições de tonalidades arábicas encantadoras, devaneios eléctricos "lounge" e uma panóplia de sons de fusão, este músico tunisino figura entre as estrelas mais cintilantes deste céu de cruzamento de estilos.
A viver e a trabalhar na Europa desde 1990, Youssef cria música que tanto pode ser profunda como leve, complexa, "funky", dolorosamente romântica, por vezes sendo tudo isso numa só canção. O ritmo da sua música convida ao relaxamento, e é plena de atmosfera, de "groove", sentindo-se a qualidade do desempenho dos músicos, mas de uma forma raramente complacente consigo própria.
No projecto "Sombras Divinas" (Divine Shadows) através do uso dos elementos mais positivos do nu-jazz, Youssef e o seu parceiro, o guitarrista Elvin Aarset, criaram um som novo de uma tamanha beleza intemporal que podemos imaginá-la a ocorrer em qualquer dos últimos mil anos. É o som da humanidade que ecoa por todos nós, uma universalidade que mexe com algo escondido dentro de nós que desconhecíamos existir, e o que Youssef faz imbuir este som com uma relevância contemporânea, aproveitando o potencial libertador da tecnologia.
Página do Centro Cultural de Macau
Página oficial de Dhafer Youssef
quinta-feira, 19 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Música nos intervalos: Bang Bang Tang 棒棒糖
Tema: 若即若离 Ruò jí ruò lí
Tradução: Qualquer coisa sobre "se te aproximares, se te afastares"... aguardemos.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Jazz em Macau
Esta foi a minha primeira semana de Jazz em Macau. A Mingus Big Band veio ao Centro Cultural e eu gostei muito, não sei exactamente se pela qualidade do concerto e pelo respeito ao Charles Mingus ou se por míngua de cultura. Soube pelo saxofonista Wayne Escoffery (a quem pedinchei um autógrafo por me ter dado o momento mais comovedor da noite ao tocar “Goodbye Pork Pie Hat”, tema de tributo a Lester Young) que a MBB estará no Estoril Jazz a 4 de Julho, se alguém quiser ir. Deixo uma versão desse tema delicioso na voz de Joni Mitchell.
Como não há fome que não dê fartura, no dia seguinte tive a surpresa de ver em Macau, desta vez ao ar livre no Leal Senado, os Sacbé (Toussaint Brothers), que são um trio extremamente simpático do México. Havia chuva, buzinas do trânsito mesmo ali ao lado, latidos de cães e conversas em voz alta, transeuntes desorientados em frente do palco, mas eu não perdi o interesse e eles não perderam o entusiasmo. E eu que não sabia sequer da existência de bom Jazz mexicano... deixo mais informações abaixo.
Para mim a música, assim como qualquer outra expressão artística, é uma experiência mais emocional do que intelectual. Não tenho qualquer competência para avaliar técnicas e a criatividade é para mim uma impossibilidade genética... não há artistas na minha família. Por isso deixo que os críticos critiquem. Para mais informações sobre o Jazz que se ouve em Portugal e noutros bocados de mundo, visitem o blogue da minha amiga Ana. Eu disperso-me demasiado para poder ter um blogue especializado...
1. Mingus Big Band
Anunciada como "a melhor orquestra de jazz do mundo" pelo The Washington Post, esta formação de 14 estrelas musicais interpreta no Centro Cultural de Macau temas do famoso baixista e compositor Charles Mingus. Com seis nomeações para os prémios Grammy, esta Big Band dá vida às harmonias ricas e altamente espirituais e às ricas composições que fizeram de Charles Mingus um dos autores de jazz mais importantes da música americana do século XX. A Mingus Big Band, que já foi banda residente em alguns dos melhores clubes de jazz dos EUA, apresenta um elenco com os melhores músicos de Nova Iorque que conferem um sentido de alegria transbordante à animada música de Mingus. Explorando a fundo o repertório do saudoso baixista, esta grande e estimulante orquestra interpreta arranjos antigos e modernos que conjugam a essência do seu legado musical, criando de forma magistral uma combinação animada de swing sensual e exuberantes secções de blues, entremeando as passagens de ensemble e as súbitas mudanças de tempo que fizeram de Charles Mingus um dos músicos mais provocadores e apreciados do jazz.
Uma das características especiais desta Big Band é a rotação regular dos seus músicos, o que confere uma frescura constante ao vasto e variado repertório do compositor. A revista Time Out Nova Iorque considerou-a "a big band mais curtida do universo... " e os críticos do New York Times defendem que a banda "fez reviver o repertório de Charles Mingus" mantendo-se contudo fiel ao seu "estilo brigão, muscular, de blues e ritmos duros".
Uma das mais importantes figuras do jazz norte americano do séc. XX, Charles Mingus foi um formidável contrabaixista, pianista, compositor e director de banda. Nascido no ano de 1922 no Arizona, este afro-americano estudou formalmente contrabaixo e composição, simultaneamente absorvendo música norte americana dos grandes mestres do jazz como Duke Ellington ou Louis Armstrong, em primeira mão. Desde que nos deixou em 1979, Sue Mingus criou e continua a dirigir ensembles de repertório que perduram a música do seu falecido marido. Nestes incluem-se a Dinastia Mingus, um septeto fundado pouco depois da morte do contrabaixista, e a Orquestra, um grupo de 10 músicos que se dedica às obras menos conhecidas do compositor. O ensemble mais célebre, contudo, é a Mingus Big Band, uma instituição nova iorquina que tem residido em alguns dos melhores clubes de jazz dos Estados Unidos.
(Informação do website do Centro Cultural de Macau)
2. Sacbé (em alusão às "estradas brancas" construídas na civilização maia pré-colombiana) foi fundado em 1976 pelos irmãos Eugenio (piano), Enrique (baixo) e Fernando Toussaint (bateria) e é considerado um dos conjuntos de jazz contemporâneo mais importantes do México. Comemora 33 anos de carreira com temas que misturam ritmos africanos, brasileiros e caribenhos.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Música nos intervalos: Zhu Fang Qiong 朱芳琼
Tema: 怪不得我 Guai bu de wo
Tradução: "A culpa não é minha" ou "Não me ponhas a culpa"
(se estiver errada, a prof. Han Li Li já me corrige)
怪不得我 - 朱芳琼
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Segunda dose de música chinesa: Indie Top
(a julgar pelo facto de o meu blogue ter uma considerável popularidade (constatação que fiz depois de instalar um contador de visitantes no dia 22 de Janeiro) e apesar de um terço das visitas serem provavelmente as minhas),
espero que estejam prontos para o CD inteiro... uma musiquinha de cada vez, vá lá, não exageremos.
Podem sempre ignorar-me.
(Talvez seja preciso desligar primeiro a música do post anterior.)
Indie Top:
Cada tema pertence a uma banda diferente.
Cada banda irá lançar entretanto um álbum com esta editora.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
刺猬 Hedgehog, banda de Pequim
About Hedgehog
Hedgehog(刺猬), like many of the best bands in Beijing, was founded in the miracle years of 2004-2005, in January 2005, specifically. For some inexplicable reason they didn’t seem to make much of an impact early on, but we first met them when they played a series of concerts at D22 in late 2006, during which time they very quickly became one of the favorite bands. In late April 2007 they performed a concert that smashed the sound barriers and created such an uproar that within a month they had catapulted into position as one of the most talked about underground bands in China. Hugely popular with both musical hipsters, for the brilliance of their compositions and performances, and with rock and roll party animals, for their wild, out of control pop frenzy, Hedgehog’s music is totally approachable and totally unique. Percussionist and vocalist Atom(阿童木) is a tiny girl who just barely peeps over the top of her drum kit but who bangs out explosive rhythms like a monster possessed. Bassist Box(博宣), the person responsible for keeping the band in line, punches out the tight bass lines that hold the songs together while seeming lost in oblivion. Guitarist and vocalist ZO(子健) slashes out huge waves of chords that seemed to fit perfectly within the songs yet at the same time tear them apart -- while jumping, twirling, staggering and even falling over several times during his performances without letting up for the slightest pause. Hedgehog is a classic power trio with three of the best performers in Beijing on their respective instruments, but it is their song-writing skills that make this band more than just a great performance band and one of the most important in China.
Source:
http://www.myspace.com/hedgehogcn
http://www.kungfuology.com/andybest/2009/01/hedgehog-ahead-of-the-curve.html
Thank you Andy Best!
王啸坤+琴麻岛 Essay Wang + Kingmadao
Música chinesa, por fim... à experiência.
